Thursday, August 11, 2016
Friday, July 1, 2016
The Matrix and the Meaning in Dürer's Rhinoceros on JSTOR
The Matrix and the Meaning in Dürer's Rhinoceros on JSTOR: Jesse Feiman, The Matrix and the Meaning in Dürer's Rhinoceros, Art in Print, Vol. 2, No. 4 (November - December 2012), pp. 22-26
Dürer’s Rhinoceros And The Birth of Print Media
Entre um rinoceronte e este rinoceronte - de Albert Dürer - triangulam-se todos os rinocerontes. À curiosidade do registo, que evoca cada um de nós como seus videntes, junta-se a dos factos, que sendo históricos também evocam outras condições: reis, papas, portugueses, ricos, pobres, marinheiros, diplomatas, numa infindável galeria de éteceteras. No caso e aos factos acrescentou o Albert Dürer uma visão dos factos que deu pelos mesmos e muitos confirmaram como tal. Afinal, como vamos imaginando, nem tais factos foram ou serão alguma vez vistos senão pelo olho da mesma imaginação. Um facto.
Thursday, June 30, 2016
Saturday, June 25, 2016
Solstício de Verão com England na rusga
England England na ressaca: enquanto festejando o solstício de Verão,na
noite portuense,fui acompanhando hora-a-hora os malabarismos que a
União Europeia - não confundir com
Europa - nos ia oferecendo.
Ao alvorecer, depois das convenientes
marteladas - as orvalhadas e o alho porro são ultrapassadas práticas -
começamos a digerir os números nas suas mais imediatas consequências. A
azia de uns fazia o pleno de outros e começou a fase interpretativa que
sempre se segue. Tal como no football prefiro o jogo ao antes e depois.
Mas há quem ganhe ou perca à mesa do comentário, e este é o hábito que a
UE instalou e a que muitos se acomodaram.
A propósito: Inglaterra Inglaterra é uma divertidíssima sátira à realidade inglesa escrita pelo Julian Barnes. A não perder, porque a saga continua.
Imagens com créditos - cortesia da Inês - obtidas numa esplanada perto de nossas casas e depois de uma sardinhada a preceito. O Matias também gostou da festa.
Ao alvorecer, depois das convenientes
marteladas - as orvalhadas e o alho porro são ultrapassadas práticas -
começamos a digerir os números nas suas mais imediatas consequências. A
azia de uns fazia o pleno de outros e começou a fase interpretativa que
sempre se segue. Tal como no football prefiro o jogo ao antes e depois.
Mas há quem ganhe ou perca à mesa do comentário, e este é o hábito que a
UE instalou e a que muitos se acomodaram.A propósito: Inglaterra Inglaterra é uma divertidíssima sátira à realidade inglesa escrita pelo Julian Barnes. A não perder, porque a saga continua.
Imagens com créditos - cortesia da Inês - obtidas numa esplanada perto de nossas casas e depois de uma sardinhada a preceito. O Matias também gostou da festa. Monday, May 21, 2012
all blues ... | Miles Davis' 1959 "Kind Of Blue"
Depois que all blues veio às
conversas, ouvido, o Miles Davis ficou a pairar, como sempre. E assim
inevitavelmente sendo tudo se resume ao essencial como ele sempre quis
que fosse, e fez.
Neste excerto de um excelente documentário da BBC4 muito fica dito e para ouvir. Atentamente.
Neste excerto de um excelente documentário da BBC4 muito fica dito e para ouvir. Atentamente.
Friday, May 18, 2012
ainda as conversas à volta do Jazz | para ver e ouvir
Muitas vezes por mim metida nas conversas - a propósito, entre outras coisas, das estratégias de edição e publicação - a Chaka Khan aqui fica como testemunho possível. Antes inventado e cantado pelo Miles - inaugurado em Kind of Blue de 1959 - este tema leva, entre mortos e vivos, 55 anos de performers.
Live at the Forum
Monday, June 7, 2010
afinidades invisíveis
Tanto quanto a vida é a nossa ficção mais íntima as genealogias são a sua visibilidade possível, os seus ecos, merecimentos e desafios, enlevos ou punições. Feitas história, estórias com princípio, meio e fim, desatam a imaginação e arquitectam-lhe a matéria, sopram-na, animam-na, e tudo. Vem isto a propósito do risco que fica no ar mesmo quando o voo já se foi e a água vai a passar muda e sem pausa sob todas as pontes. Sempre os eternos recomeços que a cada gesto mostram as afinidades invisíveis.
[entre sábado, sete de junho de dois mil e oito e esta segunda, feira do ano de dois mil e dez e homólogo mês]
[entre sábado, sete de junho de dois mil e oito e esta segunda, feira do ano de dois mil e dez e homólogo mês]
Sunday, June 6, 2010
as afinidades invisíveis | vésperas
Friday, June 4, 2010
Saturday, June 7, 2008
Hey Joe
Jimi Hendrix | 1942.1970 | Hey Joe | 1967
O tema que se associa de imediato a uma voz maior da música do século passado. Um clássico, pois.
Friday, June 6, 2008
mercado negro
weather report | black market | 1978
Sexta, mais uma. A última desta semana, pudera. Fiquemos pois a experimentar um fim-de-semana que nos promete ser quente e limpo. Assim seja e que a música esteja connosco, como está. Da melhor, como sempre foi. Ouçam, como dizia o nosso cançonetista da ocasião. Até depois.
Sexta, mais uma. A última desta semana, pudera. Fiquemos pois a experimentar um fim-de-semana que nos promete ser quente e limpo. Assim seja e que a música esteja connosco, como está. Da melhor, como sempre foi. Ouçam, como dizia o nosso cançonetista da ocasião. Até depois.
Thursday, June 5, 2008
a carta
Porto, 04 de Junho de 2008
Estimado Presidente do FCP,
Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa,
Confesso que até ser mãe sabia apenas vagamente o que era o Futebol Clube do Porto; era o Clube dos meus pais, do meu irmão mais novo e depois do meu namorado e marido. Ouvia-os gritar e sonhar por vitórias enquanto me mandavam ir dar uma volta e estar calada.
Fui mãe muito cedo e os meus filhos nasceram e cresceram com o” FCP DO PINTO DA COSTA”. Foi com eles (e com o senhor como Presidente) que aprendi a ver futebol e a ser Portista. Comecei como “atenta ouvinte de programas de futebol”, depois aprendi regras, fizeram-me desenhos e explicaram-me vezes sem conta o que era um fora de jogo… fizemos cadernetas, decorei o nome e número dos jogadores, acompanhei as novas aquisições.
Vi os meus filhos irem para a escola primária orgulhosamente vestidos com o equipamento do Porto, chuteiras de plástico nos pés pela rua fora. Vi-os voltarem contentes, joelhos esfolados, com cromos de futebol ganhos no concurso da tabuada… Fiz bolos de anos com relvados, balizas e bonequinhos.
Vi-os partir para Erasmus com os cachecóis, e mais uma vez com os equipamentos do FCP, tudo bem espalmado nas mochilas, “pode ser que dê para umas futeboladas”.
Já com idade para ter juízo fui com eles ao estádio do Porto e com eles gritei e saltei como se fosse da mesma idade.
Por tudo isso muito obrigada, por nos ter dado, a mim e ao meu marido, o enorme prazer de ver os nossos filhos contentes aos saltos pela casa fora, de lhes ouvirmos as gargalhadas, de partilharmos com eles emoções e alegrias simples da vida, e de lhes ter permitido acreditar que é bom e possível ganhar, mesmo abanando os poderes instalados.
Obrigada pelos serões em família, avós, pais, netos, tios, primos amontoados nos sofás e espalhados pelo chão, agarrados aos cachecóis, olhos fechados e aos gritos pelo Baía!
Obrigada pela humanidade destes momentos, por estas pequenas coisas, que nos compensam de tantas outras que correm menos bem, e que farão sempre parte das nossas memórias.
Por tudo isto estamos todos consigo neste momento!
Estimado Presidente do FCP,
Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa,
Confesso que até ser mãe sabia apenas vagamente o que era o Futebol Clube do Porto; era o Clube dos meus pais, do meu irmão mais novo e depois do meu namorado e marido. Ouvia-os gritar e sonhar por vitórias enquanto me mandavam ir dar uma volta e estar calada.
Fui mãe muito cedo e os meus filhos nasceram e cresceram com o” FCP DO PINTO DA COSTA”. Foi com eles (e com o senhor como Presidente) que aprendi a ver futebol e a ser Portista. Comecei como “atenta ouvinte de programas de futebol”, depois aprendi regras, fizeram-me desenhos e explicaram-me vezes sem conta o que era um fora de jogo… fizemos cadernetas, decorei o nome e número dos jogadores, acompanhei as novas aquisições.
Vi os meus filhos irem para a escola primária orgulhosamente vestidos com o equipamento do Porto, chuteiras de plástico nos pés pela rua fora. Vi-os voltarem contentes, joelhos esfolados, com cromos de futebol ganhos no concurso da tabuada… Fiz bolos de anos com relvados, balizas e bonequinhos.
Vi-os partir para Erasmus com os cachecóis, e mais uma vez com os equipamentos do FCP, tudo bem espalmado nas mochilas, “pode ser que dê para umas futeboladas”.
Já com idade para ter juízo fui com eles ao estádio do Porto e com eles gritei e saltei como se fosse da mesma idade.
Por tudo isso muito obrigada, por nos ter dado, a mim e ao meu marido, o enorme prazer de ver os nossos filhos contentes aos saltos pela casa fora, de lhes ouvirmos as gargalhadas, de partilharmos com eles emoções e alegrias simples da vida, e de lhes ter permitido acreditar que é bom e possível ganhar, mesmo abanando os poderes instalados.
Obrigada pelos serões em família, avós, pais, netos, tios, primos amontoados nos sofás e espalhados pelo chão, agarrados aos cachecóis, olhos fechados e aos gritos pelo Baía!
Obrigada pela humanidade destes momentos, por estas pequenas coisas, que nos compensam de tantas outras que correm menos bem, e que farão sempre parte das nossas memórias.
Por tudo isto estamos todos consigo neste momento!
Wednesday, June 4, 2008
selvagem é o vento | da Caroline
Caroline Henderson | Wild Is The Wind 2007
Semana ventosa, estava prometida, selvagem como é devida à vida e aos prazeres que se ouvem.
Mais de 40 anos separam os diversos ventos que a mudança registou, mas, não se espante, tonto, o inocente, pois a cada voz se reconhecerá a diferença sem desqualificar. É assim o mundo, feito da excelência diversa.
Tuesday, June 3, 2008
a sementeira do David | o vento procurado
David Bowie | Wild Is The Wind
Entre os selvagens ilustrados, ocupa o seu lugar com os ilustres, este camaleão [como o dizem] que faz o que lhe compete com competência: sabe escolher o vento de feição.
Monday, June 2, 2008
o vento semeado pela Nina | doce selvajaria
NINA SIMONE sings on west 14th st nyc
: wild is the wind | 1959
A semana que deu à costa, com birdland, promete soprar os anunciados ventos. A ouvir vamos.
Sunday, June 1, 2008
boletim da metereologia
Weather Report | Birdland
Hoje, porque o primeiro dia da semana também é mês novo, domingo de ensolaramentos variados, as memórias vão esvoaçando sem dor.
Requisita-se ao boletim o prenúncio do tempo que se deseja: dos ventos semeados colher-se-ão os sons, diversos, unidos, unos, selvagens, cultivados, cultos. Mistura rica feita da etéreo material bruto, esse movimento que quando respirado é apenas invisível, vital. A semana se ouvirá.
Sunday, May 4, 2008
maio vermelho? [momento de reflexão dominical]
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