Friday, July 1, 2016

The Matrix and the Meaning in Dürer's Rhinoceros on JSTOR

The Matrix and the Meaning in Dürer's Rhinoceros on JSTOR: Jesse Feiman, The Matrix and the Meaning in Dürer's Rhinoceros, Art in Print, Vol. 2, No. 4 (November - December 2012), pp. 22-26

Dürer’s Rhinoceros And The Birth of Print Media



Entre um rinoceronte e este rinoceronte  - de Albert Dürer - triangulam-se todos os rinocerontes. À curiosidade do registo, que evoca cada um de nós como seus videntes, junta-se a dos factos, que sendo históricos também evocam outras condições: reis, papas, portugueses, ricos, pobres, marinheiros, diplomatas, numa infindável galeria de éteceteras. No caso e aos factos acrescentou o Albert Dürer uma visão dos factos que deu pelos mesmos e muitos confirmaram como tal. Afinal, como vamos imaginando, nem tais factos foram ou serão alguma vez vistos senão pelo olho da mesma imaginação. Um facto. 

Thursday, June 30, 2016

O Matias festeja hoje o primeiro ano de uma vida de cão

Comemoro com três inéditos para memória futura.

 Ai a Lola aqui tão perto!
 

Saturday, June 25, 2016

Solstício de Verão com England na rusga

England England na ressaca: enquanto festejando o solstício de Verão,na noite portuense,fui acompanhando hora-a-hora os malabarismos que a União Europeia - não confundir com Europa - nos ia oferecendo.

Ao alvorecer, depois das convenientes marteladas - as orvalhadas e o alho porro são ultrapassadas práticas - começamos a digerir os números nas suas mais imediatas consequências. A azia de uns fazia o pleno de outros e começou a fase interpretativa que sempre se segue. Tal como no football prefiro o jogo ao antes e depois. Mas há quem ganhe ou perca à mesa do comentário, e este é o hábito que a UE instalou e a que muitos se acomodaram.
A propósito: Inglaterra  Inglaterra é uma divertidíssima sátira à realidade inglesa escrita pelo Julian Barnes. A não perder, porque a saga continua.












Imagens com créditos - cortesia da Inês - obtidas numa esplanada perto de nossas casas e depois de uma sardinhada a preceito. O Matias também gostou da festa.  

Monday, May 21, 2012

all blues ... | Miles Davis' 1959 "Kind Of Blue"

Depois que all blues veio às conversas, ouvido, o Miles Davis ficou a pairar, como sempre. E assim inevitavelmente sendo tudo se resume ao essencial como ele sempre quis que fosse, e fez.

Neste excerto de um excelente documentário da BBC4 muito fica dito e para ouvir. Atentamente.

Miles Davis In 1959 "Kind Of Blue"

Friday, May 18, 2012

ainda as conversas à volta do Jazz | para ver e ouvir

Muitas vezes por mim metida nas conversas - a propósito, entre outras coisas, das estratégias de edição e publicação - a Chaka Khan aqui fica como testemunho possível. Antes inventado e cantado pelo Miles - inaugurado em Kind of Blue de 1959 - este tema leva, entre mortos e vivos, 55 anos de performers.


Live at the Forum


Uma arquitectura menos marginal do que sem margem traz-me de novo até aqui, aos AA. Fica assim ultrapassado um baú atestado de drafts  que esperam sem desespero ver chegada a hora. Quanto a esta - a oportunidade para Conversas à volta do Jazz - deve-se à iniciativa - não "descabelada ideia" como a imagem pode atestar - do Paulo(d) e do Carlos(e), de juntar neste modo amigos, a Música e as músicas de cada um, o Jazz como ponto de partida e de chegada, e as respectivas vozes em conversas a solo, duetos, trios e quarteto.
 

Monday, June 7, 2010

afinidades invisíveis

Tanto quanto a vida é a nossa ficção mais íntima as genealogias são a sua visibilidade possível, os seus ecos, merecimentos e desafios, enlevos ou punições. Feitas história, estórias com princípio, meio e fim, desatam a imaginação e arquitectam-lhe a matéria, sopram-na, animam-na, e tudo. Vem isto a propósito do risco que fica no ar mesmo quando o voo já se foi e a água vai a passar muda e sem pausa sob todas as pontes. Sempre os eternos recomeços que a cada gesto mostram as afinidades invisíveis.

[entre sábado, sete de junho de dois mil e oito e esta segunda, feira do ano de dois mil e dez e homólogo mês]

Sunday, June 6, 2010

as afinidades invisíveis | vésperas

Na razão directa do post de amanhã futuro [intenções de agora e realizações prometidas] antecipo o exemplo.

Friday, June 4, 2010

Saturday, June 7, 2008

Hey Joe



Jimi Hendrix | 1942.1970 | Hey Joe | 1967

O tema que se associa de imediato a uma voz maior da música do século passado. Um clássico, pois.

Friday, June 6, 2008

mercado negro


weather report | black market | 1978

Sexta, mais uma. A última desta semana, pudera. Fiquemos pois a experimentar um fim-de-semana que nos promete ser quente e limpo. Assim seja e que a música esteja connosco, como está. Da melhor, como sempre foi. Ouçam, como dizia o nosso cançonetista da ocasião. Até depois.

Thursday, June 5, 2008

a carta

Porto, 04 de Junho de 2008

Estimado Presidente do FCP,

Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa,

Confesso que até ser mãe sabia apenas vagamente o que era o Futebol Clube do Porto; era o Clube dos meus pais, do meu irmão mais novo e depois do meu namorado e marido. Ouvia-os gritar e sonhar por vitórias enquanto me mandavam ir dar uma volta e estar calada.

Fui mãe muito cedo e os meus filhos nasceram e cresceram com o” FCP DO PINTO DA COSTA”. Foi com eles (e com o senhor como Presidente) que aprendi a ver futebol e a ser Portista. Comecei como “atenta ouvinte de programas de futebol”, depois aprendi regras, fizeram-me desenhos e explicaram-me vezes sem conta o que era um fora de jogo… fizemos cadernetas, decorei o nome e número dos jogadores, acompanhei as novas aquisições.

Vi os meus filhos irem para a escola primária orgulhosamente vestidos com o equipamento do Porto, chuteiras de plástico nos pés pela rua fora. Vi-os voltarem contentes, joelhos esfolados, com cromos de futebol ganhos no concurso da tabuada… Fiz bolos de anos com relvados, balizas e bonequinhos.

Vi-os partir para Erasmus com os cachecóis, e mais uma vez com os equipamentos do FCP, tudo bem espalmado nas mochilas, “pode ser que dê para umas futeboladas”.

Já com idade para ter juízo fui com eles ao estádio do Porto e com eles gritei e saltei como se fosse da mesma idade.

Por tudo isso muito obrigada, por nos ter dado, a mim e ao meu marido, o enorme prazer de ver os nossos filhos contentes aos saltos pela casa fora, de lhes ouvirmos as gargalhadas, de partilharmos com eles emoções e alegrias simples da vida, e de lhes ter permitido acreditar que é bom e possível ganhar, mesmo abanando os poderes instalados.

Obrigada pelos serões em família, avós, pais, netos, tios, primos amontoados nos sofás e espalhados pelo chão, agarrados aos cachecóis, olhos fechados e aos gritos pelo Baía!

Obrigada pela humanidade destes momentos, por estas pequenas coisas, que nos compensam de tantas outras que correm menos bem, e que farão sempre parte das nossas memórias.

Por tudo isto estamos todos consigo neste momento!


Wednesday, June 4, 2008

selvagem é o vento | da Caroline


Caroline Henderson | Wild Is The Wind 2007

Semana ventosa, estava prometida, selvagem como é devida à vida e aos prazeres que se ouvem.
Mais de 40 anos separam os diversos ventos que a mudança registou, mas, não se espante, tonto, o inocente, pois a cada voz se reconhecerá a diferença sem desqualificar. É assim o mundo, feito da excelência diversa.

Tuesday, June 3, 2008

a sementeira do David | o vento procurado


David Bowie | Wild Is The Wind

Entre os selvagens ilustrados, ocupa o seu lugar com os ilustres, este camaleão [como o dizem] que faz o que lhe compete com competência: sabe escolher o vento de feição.

Monday, June 2, 2008

o vento semeado pela Nina | doce selvajaria


NINA SIMONE sings on west 14th st nyc
: wild is the wind | 1959

A semana que deu à costa, com birdland, promete soprar os anunciados ventos. A ouvir vamos.

Sunday, June 1, 2008

boletim da metereologia


Weather Report | Birdland

Hoje, porque o primeiro dia da semana também é mês novo, domingo de ensolaramentos variados, as memórias vão esvoaçando sem dor.

Requisita-se ao boletim o prenúncio do tempo que se deseja: dos ventos semeados colher-se-ão os sons, diversos, unidos, unos, selvagens, cultivados, cultos. Mistura rica feita da etéreo material bruto, esse movimento que quando respirado é apenas invisível, vital. A semana se ouvirá.

Sunday, May 4, 2008

maio vermelho? [momento de reflexão dominical]


num maio em que se comemora o quadragésimo 68, sobretudo parisiense, parece que o vermelho se vai expressivamente reduzindo.Opções.