Saturday, April 7, 2007

...e a vida são ed-céteras


Muitos os livros, e os autores, a quem devo. Os filmes e as músicas, também. Logo. Tudo muito cedo visto daqui, no tempo que corre. Isto, e o muito mais de que somos feitos, obrigava a exposição.
[Se alguém visita, visitou ou visitar este local verá ali à direita os etc's empilhados]
E assim dito fica esclarecido o modo de caminhar. Feito de tudo isto e outras coisas mais:
et cætera. Sem abreviar.


Friday, April 6, 2007

[do latim januella]

janelões, janeletas, janelinhas, janelículas, janelos e janelórias, já não são o que eram: variantes em dimensão das aberturas praticadas em paredes, servindo para iluminar e arejar o interior dos edifícios, as vulgares janelas. Embora o dicionário conceda que, por extensão, a designação serve a qualquer abertura que se lhe assemelhe.

Nos tempos que correm a cidade parece ter ajustado os seus edifícios à variante figurativa: não gaste à doida, sem método! Não dissipe, ou seja, não deite dinheiro pela janela fora.
Esta é, porventura, a interpretação economicista da
imagem que colhemos, e de que cada rua é testemunho.

Há contudo que prefira outras interpretações.

De outras áreas disciplinares se colhe a informação de que podemos estar à beira da extinção dos janeleiros e janeleiras. Sendo que enquanto aqueles seriam os que gostavam de estar sempre a praticar nessas aberturas, já estas o faziam com a premeditada finalidade que lhes valia o epíteto de namoradeiras. Para que servem então as referidas aberturas se as mudanças nos costumes já não lhes conferem utilidade alguma?

Para outros, ainda, são, na versão plural e popular, os olhos, aquelas aberturas onde parece que os outros nos deixam mergulhar até à essência do ser. Pura ilusão, ou não, já que por eles também cedemos à devassa própria. Vale a uns e outros a simulação e estratégia. E assim os olhos remetem e são acossados, tal como as namoradeiras que queriam estar sempre à janela. Revertendo o uso parece estarmos a assistir ao fechamento da alma, por simetria. E sem ela a cidade foi fechando os olhos.

Seja por um motivo ou pelo outro o que parece é que o Porto responde com a sua peculiar radicalidade, cuidando nada perder enquanto tudo se transforma. E iludindo a mudança enquanto pode.

Thursday, April 5, 2007

quinta feira


[hoje não deu. amanhã não sei. um dia de cada vez. e mesmo assim...]


Wednesday, April 4, 2007

passe, passe

Ainda há quem acredite que os passeios podem, e devem, continuar a ser assim.

Tuesday, April 3, 2007

post [all]

Assim eram nos 50's, ainda antes dos cavalos chegarem, como se documenta. Para quem não conheça, ou identifique, a praceta é de D. João, o primeiro. Não confundir com Juan, que este tinha o dom da sedução, e era outro. Rruan, como se ouve dizer. Quanto à praceta (de que o marquês iria herdar o repuxo) merece que a ela voltemos numa próxima oportunidade, agora que o cine-teatro irá passar revista, e ela mesma mudou de cenário.

Monday, April 2, 2007

as varandas, essas ...

Gosto, confidencialmente, da referência que este particular arquitectónico ganha, no Grande Dicionário da Língua Portuguesa, quando é caracterizado, topológica e funcionalmente, como recinto adjunto à casa de habitação onde dormem criados e hóspedes. Porque, não especificando em demasia, abre à imaginação as mais variadas hipóteses de ocupação e respectivas derivações e sincronias.

O exemplo que a imagem colheu, urbano, mostra uma dessas varandas que com variantes descem do cabo Finisterra até ao Porto. E é aqui, a escassos metros da modernidade, que ainda hoje pode ser, pelo menos, fotografado. Assim o documenta este testemunho de domingo 1 de Abril. Ontem.

Com a Páscoa à porta e à espera das visitas que o calendário nesta ocasião soma à recém-chegada primavera, só o facto de os criado(a)s poderem ser – e a sugestão não invoca azedume ou desprezo – devidos a leste ou aos trópicos, suscitaria, a muitos, o desejo de pernoita no referido espaço. Cuidem-se pois aqueles para quem o património seria o exemplo do bom senso e do recato.

Imagine-se logo o que numa próxima campanha poderia referenciar a nossa terrinha no pacote dos seus iluminados atractivos. Ao bom gosto, ao charme, ao condomínio mais ou menos fechado, aos parques, ao metro, à elegância, enfim a todos os eteceteras com que temos vindos a ser bafejados, poderíamos acrescentar a vernácula varanda – porque não tão portuense como as francesinhas ? – e assim proporcionar a quem nos procura mais um item para decidir a preferência.

Alegre-se pois a economia doméstica com a arquitectura que se serve.

As varandas, essas, foram-se consumindo em marquises.

Sunday, April 1, 2007

ah!

...projectos

... mesmo não sendo as do Borges - As ficções - não deixam de ser, mesmo assim, reais... - arrisquei.
[olharam-se fixamente, olhos nos olhos, enquanto eu sintonizava o meu melhor ouvido à espera do que comentariam]

to be continued

No dia de todas as ficções, não há lugar para mentiras.