Saturday, April 14, 2007

saturday night mix

ed links
é o modo como as travessas constroem espaço entre universos paralelos

"8. Music, also, the architect ought to understand so that he may have knowledge of the canonical and mathematical theory, and besides be able to tune ballistae, cattapultae, and scorpiones to the proper key. For to the right and left in the beams are the holes in the frames throught which the strings of twisted sinew are stretched by means of windlasses and bars, and these strings must not be clamped and made fast until they give the same correct note to the ear of yhe skilled workman. For the arms thrust throught those stretched strings must, on being let go, strike their blow together at the same moment.; but if they are not in unison, they will prevent the course of projectiles from being straight."
vitruvius |
the ten books on architecture translated by morris hicky morgan [originally published by the harvard university press in 1914 ]

charles edouard jeanneret [dit le corbusier] | 1887.1965

edgard varèse | 1883.1965

frank vincent zappa | 1940.1993
seis partes de uma história











Friday, April 13, 2007

triskaidekaphobico?

paraskavedekatriaphobico | friggatriskaidekaphobico ?
treze é apenas um número natural [diz-me a minha preferência racional]

quanto à sexta nada diviso que a contraste com qualquer outro dia da semana - é, apenas por ordem, o sexto na série de sete - nos dias que correm ou num qualquer passado memorável. Quanto à feira é prática que remonta desde a segunda [e se confina a algumas geografias onde a língua se afastou dos astros] parece não contar para a azarada coincidência do dia com o número.
Fica então a sexta apenas com a sua febre de fim de obrigação e começo de festa. Resta [nada tendo de relevante quanto ao dia] tentar o número e presumir especificidade quando se alinham. Sexta seja pois 13.

Sexta e 13, por especulação, podem até dar uma margem de música – pois a sexta como intervalo musical de seis notas encontra-se, relativamente ao som fundamental, no harmónico décimo terceiro da série dos harmónicos – e pouco mais. Os harmónicos são os múltiplos inteiros das frequências fundamentais a que musicalmente corresponde um som preciso: uma das conhecidas notas do dó-ré-mi-fá-sol-lá-si. Daqui vai um passo ao relacionado conceito clássico de harmonia. E deste bem se vê que da enguiçada sexta 13 se encontrou pretexto de forçar o passo para a arquitectura.



Marcus Vitruvio Pollio
ainda que entre o engenheiro e o arquitecto, tendo-se decido por este [da ordem pois honorário se bem que por direito próprio] quanto à música não tem
dúvida porque a dá por fundadora. E roga também não esquecer a sorte e os azares de que a arquitectura se deve precaver.

Thursday, April 12, 2007

abril [os anos da juventude]

num dia sempre especial [em que a contabilidade do tempo nos reforça o sentimento do vivido] ...

recuperada a abertura [o texto de comemoração mais redonda: o mesmo dia do mesmo mês do ano de dois mil e três]
e renovada a festa primeira da vertiginosa série [que desta vez vai estrear um bis!] cá continuamos todos [ou quase que deles todos lembramos]

à espera de maio e de todos os dias.

Wednesday, April 11, 2007

como segurar uma imagem:

ao nível dos olhos, entre o indicador e o polegar, dê então uns toques ligeiros com o anelar [alternando: ora fazendo soar a unha ou apenas a polpa] para avaliar a sua densidade e assentar os vazios.

siga o exemplo [o porto também agradece]


Tuesday, April 10, 2007

a visão interior das palavras

ainda que mudo

do Eça já tinha lido quase tudo que havia para ler [faltava a desgraça das rua das flores] ainda nos limites da adolescência, sem censura e com estímulo, na indolência das férias grandes em casa da minha avó.

A essa leitura se somou bem cedo o testemunho da realidade ficcional: nesses mesmos dias quentes de verão interior as noites eram servidas com cinema.


Assim vi, do jardim, na caiada parede do quarto grande, ao pé da japoneira e da magnólia, evoluir personagens de carne e osso do primo basílio, do amor de perdição, dos fidalgos das pupilas e de outros - depois dos documentários
pathé e das piruetas do carlitos e do pamplinas caixeiro.

Aprendi assim [julgo] a reforçar a visão do que lia, havia lido ou viria a ler.

A fantástica experiência do quotidiano de transformar imagens - estáticas paradas mortas - na ficção extraordinária que nos põe a pensar. Arrancadas à vida real.

A arquitectura são [também] essas visões interiores da realidade. Penso.







Monday, April 9, 2007

homofonia quase ....

há pala : a sombra



Sunday, April 8, 2007

easter in april, lálá, lárálálá …

xisshhhhhssssssssssssss fazem as onomatopeias ao som do foguetório, pum, pum. É domingo de Páscoa!

Ainda o sol está tenro já se vai ouvindo a banda. No caso não a de vila boa como noutros tempos e lugares, mas [reflexo condicionado?] a da imagem, desde há muito de todos os tempos e lugares. Quem a não a ouviu já e ouvirá sempre?

… good morning good morning … a day in life… [loop] … with a little help from my friends …

O vinil guardado, desta vez o som vem do espaço virtual, as memórias fundem-se. Há muito tempo um amigo passou-me o então necessário truque: num vulgar envelope a encomenda seguia para Londres com 1£ embrulhada em papel químico [topam a nota? não...] e na volta, ansiava-se, um cosmopolita pacote de cartão pardo [mas, e o selo com HerMtheQ !] recheado das músicas que enchendo a nossa imaginação escasseavam nas prateleiras do dia-a-dia do [então-ainda-já] corporativo estado. Bom, a estreia do passe, a primeira vez [imaginem a emoção] foi com um élepê: sim, este mesmo Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Afinal tinha conseguido enganar o regime! E passei a ouvir este e outros que se seguiram, incessantemente.

Para além do mais este formato trazia o conceito e escondia a dança que se queria com outros efeitos. Bom, mas quem quer dançar na Páscoa ?

Daqui a pouco chegam os ovos, pintados a preceito [como se vê], e o vinho fino vai dar pr’amaciar o lombo. Literal. Depois uma volta em boa companhia para ajudar o domingo e a digestão. A pé, claro está.



1967 | … é o quanto nos separa desses
sixties e, sem saudosismos, do pardo país onde se esperava por encomenda que às vezes chega outras tarda
... | 2007